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O Windows Phone marcou uma tentativa da Microsoft para competir com Android e iOS no mercado de sistemas operacionais para celulares. A plataforma, que fez sucesso no começo dos anos 2010 até ser aposentada em 2019, tinha inovações para a época e deixou saudade para quem tinha um Nokia Lumia.
O sistema era conhecido por sua fluidez, entregando uma experiência sem travamentos até em modelos mais simples, e pelo visual similar ao do Windows 8. A escassez de apps externos sempre foi um problema, mas a Microsoft entregava uma base sólida para usar o celular.
A seguir, o Canaltech explora alguns recursos do Windows Phone que ainda seriam úteis nos dias atuais e ferramentas que apareceram primeiro no sistema da MS.
A lista tem:
Visual em blocos
Organização por hubs
Integração entre celular e computador
Glance Screen
Integração com o Microsoft 365 (antigo Office)
Mais recursos de câmera
A parte visual é um dos elementos mais marcantes do Windows Phone: a tela inicial era bem colorida e mantinha uma organização de apps e widgets em blocos, similar ao que a Microsoft implementou nos Windows 8, 8.1 e 10.
O restante da interface tinha um visual minimalista e com predominância de textos sólidos, como era possível ver nas telas de configurações. A escolha de design tinha potencial para ser relevante nos dias atuais, inclusive como alternativa ao visual transparente da Apple.

O Windows Phone organizava apps e informações em algumas centrais temáticas, também chamadas de hubs. A seção “Pessoas” poderia abrigar dados de contatos e atualizações do Facebook, enquanto “Fotos” trazia uma mistura de imagens da galeria com posts de redes sociais.
Os aplicativos atuais possuem estruturas mais fechadas, então não é possível saber como recriar essa integração, mas os hubs atuavam como um bom método para distribuir conteúdos e sugestões no celular.
Um dos planos da Microsoft com o Windows Phone era criar uma experiência mais integrada entre celular e computador, com menos obstáculos para sincronizar arquivos ou retomar atividades de apps entre cada aparelho (o que era um problema no começo da década de 2010).
O plano nunca se concretizou do jeito que a Gigante de Redmond gostaria, mas vale ressaltar que o próprio Windows ganhou vínculo com o Android a partir de 2021 (e iPhone em 2023) para mostrar dados do celular na tela do PC.

O Glance Screen da Nokia é mais um caso que coloca o sistema à frente do seu tempo: o recurso mostrava informações como horário e notificações na tela bloqueada do celular sem comprometer o desempenho do aparelho.
A função foi adotada no Android com o Always On Display nos anos seguintes e chegou ao iPhone apenas em 2022.
O Windows Phone trazia integração com os aplicativos do antigo pacote Office (atual Microsoft 365) para sincronizar arquivos e retomar o progresso. Ainda que existam apps de Word, Excel e PowerPoint para celulares com funções parecidas, a Microsoft conseguiu levar esse processo a nível de sistema.
O Microsoft 365 ainda é relevante no uso corporativo, então a conectividade ainda seria um fator muito importante caso o sistema de celulares ainda existisse.
A câmera dos celulares Nokia com Windows Phone era um dos fatores mais interessantes dos modelos da marca. A empresa desenvolvia um hardware muito avançado para lentes e sensores, enquanto o sistema operacional melhorava a experiência com mais modos e recursos exclusivos.
Além de botão físico para ativar a câmera, os celulares também contavam com filtros nativos para as imagens (vale lembrar que o Instagram demorou para chegar por lá) e diferentes modos de captura.

Nem tudo é positivo: a trajetória do Windows Phone foi marcada por turbulências e decisões questionáveis de mercado. O sistema sofreu com a falta de aplicativos de terceiros, ciclo de atualizações confuso e pouca variedade de aparelhos disponíveis.
Relembre os diferenciais e principais motivos pelo fracasso do sistema da Microsoft.
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