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Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, foi colocado em uma lista internacional de procurados pelo Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) em 29 de julho de 2026. Isso ocorreu depois que as autoridades o acusaram de não ter removido canais e bots supostamente ligados à inteligência ucraniana e a grupos extremistas.
Enquanto isso, o FSB alertou que o fundador do Telegram poderia enfrentar uma grave pena de prisão.
De acordo com o FSB, Durov enfrenta acusações ao abrigo do artigo 205.1, Parte 1.1 do Código Penal da Rússia, que cobre alegada assistência a atividades terroristas.
O serviço de segurança afirma que o Telegram falhou para remover canais, chats e bots supostamente usados pelas agências de inteligência ucranianas para recrutar pessoas e coordenar ataques, incêndios criminosos e outros crimes dentro da Rússia.
O FSB também alegou que agentes ucranianos usaram o serviço de encontros do Telegram para abordar homens russos e depois recrutá-los para ataques.
Desde julho de 2025, as autoridades russas detiveram 46 jovens utilizadores em 16 regiões por alegados ataques a agentes da polícia e incêndios criminosos realizados sob instruções da inteligência ucraniana.
O anúncio segue um processo criminal aberto contra Durov em fevereiro. Reagindo no X ele disse que as autoridades russas estavam usando a investigação para pressionar o Telegram e criando desculpas para restringir o acesso à plataforma, ao mesmo tempo que visavam a privacidade e a liberdade de expressão.
O último caso acrescenta outro capítulo ao longo conflito de Durov com as autoridades russas. Antes de criar o Telegram, Durov fundou o VKontakte (VK), que se tornou a maior plataforma de mídia social da Rússia.
Durante os protestos de Moscou em 2011 e o movimento Euromaidan na Ucrânia em 2013, o FSB supostamente o pressionou para bloquear grupos de oposição e fornecer dados de usuários.
Durov recusou e mais tarde foi destituído do cargo de CEO da VK em 2014. Depois disso, ele deixou a Rússia.
Sua disputa com o FSB continuou após o lançamento do Telegram. Em 2017, as autoridades russas ordenaram que o Telegram entregasse chaves de criptografia de acordo com as leis antiterrorismo. Durov rejeitou a exigência, argumentando que o Telegram não poderia criar uma chave mestra universal sem enfraquecer a privacidade do usuário.
A Rússia não é o único país onde Durov enfrentou pressão legal. As autoridades francesas prenderam-no num aeroporto de Paris em 24 de agosto de 2024, após o que foi indiciado por 12 acusações criminais e obrigado a pagar 5 milhões de euros de fiança.
Suas rígidas restrições de viagem foram posteriormente suspensas no final de 2025, mas o Telegram continuou a enfrentar o escrutínio das autoridades europeias.
Durov disse repetidamente que o Telegram não coopera com os governos na moderação de conteúdo além do exigido pelas leis locais.
Entretanto, Pavel não comentou publicamente as recentes acusações russas.
A história termina aqui
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