Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


O “RAMpocalipse” está longe de acabar. Na verdade, ela acabou de começar, é o que acreditam muitos executivos de gigantes da indústria de hardware. A Lenovo é ainda mais pessimista, já que ela acha que a atual situação está longe de sua pior fase. E vai além: os preços deve continuar aumentando até depois de 2030 e esse pode ser o novo normal, uma possibilidade terrível para o consumidor.
Em um evento na China, a Lenovo, que é uma das maiores OEMs do mundo e marca que você vê em todo jogo da Copa do Mundo, disse que a trajetória da subida dos preços acabou de começar. Ou seja, os gráficos de valores continuam subindo de forma inclinada por anos na visão da empresa.
A Lenovo sempre está em contato com as distribuidoras de memória, e por isso, ela conseguiu ter uma ideia maior dessa situação. Para ela, mesmo que a Samsung, SK hynix e Micron acelerem a construção de novas fábricas, isso não será suficiente para atender toda a demanda vinda dos data centers. A empresa não deixou claro se isso pode acontecer pelas projeções erradas, ritmo muito acelerado de construção de novos complexos de data centers, ou qualquer outro motivo.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–

O encarecimento dos chips DRAM e NAND começou em meados de outubro de 2025 de forma muito acelerada. Até fevereiro desse ano, os preços haviam se estabilizado, mas a Lenovo acredita que essa estabilização não será uma realidade, já que os preços devem continuar subindo até o final dessa década e pode até mesmo passar de 2030.
Todo esse fenômeno é causado pela gigantesca demanda por IA. Desde que o ChatGPT se popularizou, tanto a OpenAI, como outras gigantes (Google, Microsoft, xAI, entre várias outras), começaram a expandir suas capacidades para atender os usuários atrás de inteligência artificial; seja pela pessoa no celular brincando, como uma grande empresa que precisa da ferramenta para otimizar o trabalho.
E isso tem acontecido de forma tão acelerada, com cada vez mais data centers sendo construídos, que a necessidade por chips aumenta na mesma proporção. Por isso, esse segmento tem abocanhado grande parte da DRAM e NAND do mundo, deixando pouco para o consumidor, que enfrenta preços inflacionados por conta da escassez.
Leia a matéria no Canaltech.
