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Quem pensa em trocar de televisão, especialmente nessa época de Copa do Mundo, normalmente olha apenas para resolução, brilho e tamanho da tela, mas existe outra questão importante: a eficiência energética. Telas maiores também precisam de mais energia para funcionar, mas nem sempre isso representa um grande prejuízo.
O consumo cresceu bem menos do que muita gente imagina nos últimos anos graças à evolução dos painéis LED, Mini LED e OLED. Modelos modernos conseguem entregar telas grandes consumindo quase o mesmo que TVs menores de gerações antigas.
Para entender isso melhor, analisamos dados do IDRS/IDR do Inmetro — índice de eficiência energética usado em televisores vendidos no Brasil. Quanto menor o número, mais eficiente tende a ser o aparelho.
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Os modelos abaixo foram usados como referência:
| Modelo | Faixa de tamanho | Índice energético |
| Britânia BTV42G6FR2CP | 42″ | 0,05 |
| Philco P43EAA | 43″ | 0,06 |
| Multilaser TL060M | 50″ | 0,07 |
| LG 55C4 | 55″ OLED | 0,08 |
| Philco TVP55CRA | 55″ | 0,08 |
| Philco PTV50G7PR2C5B | 50″ | 0,09 |
| Aiwa TV55-BL.01 | 55″ | 0,10 |
| LG Nano77 | 55″ NanoCell | 0,11 |
| Multilaser TL039 | 65″ | 0,13 |
| Philco P58KGA | 58″ | 0,17 |
O ponto mais interessante do comparativo é que o tamanho da tela não explica tudo sozinho. A TV mais eficiente da lista é justamente um modelo menor de 42 polegadas, com índice 0,05. Até aí, esperado.
Contudo, algumas TVs de 55 polegadas aparecem muito próximas disso. A LG OLED evo C4 55, representada pelo modelo 55C4, ficou em 0,08 — praticamente empatada com algumas TVs menores.
Isso mostra como painéis modernos conseguem reduzir bastante o consumo energético. Por outro lado, nem toda TV grande é eficiente: o modelo P58KGA, de 58 polegadas, chegou a 0,17, mais que o triplo do consumo relativo dos modelos mais econômicos da tabela.

A tecnologia da tela interfere diretamente. TVs OLED modernas conseguem desligar pixels individualmente em cenas escuras, economizando energia em filmes e séries com muitos contrastes.
Já modelos LED convencionais dependem do backlight sempre ativo, o que pode elevar o gasto dependendo do brilho utilizado. A linha NanoCell, como a LG Nano77, normalmente fica no meio do caminho: melhor que LEDs básicos, mas ainda atrás dos OLEDs mais eficientes.
Outro detalhe importante é o brilho. TVs configuradas no modo “Vivo” ou “Dinâmico” podem consumir significativamente mais energia do que no modo padrão ou cinema.
Mesmo uma TV maior dificilmente terá impacto gigantesco na conta de luz doméstica. Vamos imaginar dois cenários simplificados:
Usando ambas por 5 horas diárias, temos cerca de 12 kWh/mês no modelo de 80 W e 25,5 kWh/mês no de 170 W. Em São Paulo, por exemplo, isso representaria algo entre R$ 11 e R$ 24 mensais, ou seja: existe diferença, mas ela costuma ser menor do que a percepção popular sugere.

Não necessariamente. Hoje, uma TV moderna de 55 ou 65 polegadas pode consumir menos do que uma antiga de 40 polegadas lançada anos atrás. O mais importante é olhar:
Na prática, uma TV maior gasta mais energia, mas a diferença ficou muito menor na geração atual de televisores.
Leia a matéria no Canaltech.

