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O Cidadania aprovou a pré-candidatura do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República pela Federação PSDB/Cidadania. O nome de Aécio Neves foi escolhido de forma unanime na Executiva Nacional do partido na sexta-feira (22/5).
A indicação, que parte do Cidadania, será discutida pela federação em reunião prevista para a terça-feira (26/5), quando o partido espera obter o apoio formal do PSDB à pré-candidatura.
O nome do ex-governador de Minas é defendido publicamente por alas do PSDB. Na última semana, o diretório tucano do Rio Grande do Sul pediu, em carta aberta, que o partido lançasse um nome próprio ao Planalto para romper com “a polarização” e o “LuloBolsonarismo”. De acordo com os tucanos gaúchos, Neves seria “a liderança apropriada e combativa para o momento”.
O presidente do Cidadania e vice-presidente da federação, deputado Alex Manente, também defendeu o nome de Neves como uma alternativa ao presidente Lula (PT) e ao campo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que tem como representante nessas eleições seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Manente também diz que o parlamentar reúne experiência administrativa e capacidade de diálogo para liderar uma agenda voltada à responsabilidade fiscal e ao crescimento econômico sustentável.
Uma eventual candidatura de Ciro Gomes, filiado ao PSDB em 2025, era considerada pela partido para a disputa do Palácio do Planalto. Mas, no último dia 16, ele anunciou a pré-candidatura ao governo do Ceará. Ele já ocupou o cargo por um mandato, de 1991 a 1994. Renunciou meses antes do fim do governo para assumir o Ministério da Fazenda de Itamar Franco.
Se escolhido pela federação, será a segunda que o mineiro tentará o Palácio do Planalto. Em 2014, quando concorreu pela primeira vez à Presidência chegou ao segundo turno contra a então presidente Dilma Rousseff, mas foi derrotado por uma diferença de pouco mais de 3 milhões de votos. À época, foi a eleição mais aperta desde a redemocratização.
Aécio Neves iniciou sua trajetória política na década de 1980, como secretário particular de seu avô, o ex-presidente Tancredo Neves. Em 1986, foi eleito deputado federal por Minas Gerais pelo PMDB. Antes de finalizar o mandato, se filiou ao PSDB, partido que ocupa desde então. Ele foi reeleito por quatro mandatos consecutivos e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.
Depois, foi eleito duas vezes governador de Minas Gerais, sendo reeleito em 2006. Sua gestão ficou marcada por um programa de ajuste fiscal e reorganização administrativa que lhe deu projeção nacional dentro do PSDB. Em 2010, elegeu-se senador.
Em 2017, Aécio Neves foi dos principais alvos de investigações decorrentes da delação premiada dos irmãos Batista, controladores da J&F. Uma gravação feita por Joesley Batista mostrou o então senador solicitando R$ 2 milhões ao empresário. Na época, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o valor seria propina paga em troca de favorecimentos políticos.
O caso gerou desgaste à imagem do tucano, que chegou a ser afastado do mandato por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Aécio Neves sempre negou irregularidades e sustentou que o dinheiro se referia a um empréstimo pessoal. Em 2023, foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região no caso.
Em 2022, voltou à Câmara dos Deputados.