Lula preserva vantagem e Flávio se mantém competitivo, mostra BTG/Nexus

A terceira rodada da pesquisa BTG/Nexus aponta um cenário de forte estabilidade na corrida presidencial. No primeiro turno estimulado, Lula (PT) registra 40% das intenções de voto, um ponto abaixo dos 41% da rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) oscila de 36% para 35%, variação dentro da margem de erro. Com isso, a vantagem do presidente permanece em cinco pontos percentuais. Em sua estreia no levantamento, o ex-presidente do STF Joaquim Barbosa aparece com 2%.

Nenhum dos candidatos fora da polarização consegue ameaçar a liderança de Lula e Flávio Bolsonaro. No cenário principal, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, seguido por Romeu Zema (Novo), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; Joaquim Barbosa (DC), com 2%; e Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza), ambos com 1%.

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Os números mostram que a disputa segue estruturada e concentrada em torno dos dois principais campos políticos do país. Lula e Flávio somam 75% das intenções de voto, enquanto todos os demais candidatos permanecem em patamares de um dígito.

A pesquisa sugere que o eleitorado segue com preferências consolidadas e baixa disposição para mudanças no curto prazo, mesmo após ampla repercussão das mensagens de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. A estabilidade dos números que a pesquisa apresenta indica que o espaço para crescimento fora do eixo Lula–Flávio continua restrito.

Joaquim Barbosa estreia sem romper a polarização

Testado pela primeira vez no lugar de Aldo Rebelo (DC), Joaquim Barbosa registra apenas 2% e 3% nos cenários da pesquisa, desempenho insuficiente para alterar o equilíbrio da disputa. 

As variações observadas favorecem Lula nas simulações de segundo turno

Na simulação de segundo turno, Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro. O presidente avançou de 46% para 47% das intenções de voto, enquanto o adversário recuou de 45% para 43%. Apesar do movimento favorável ao petista, a diferença de quatro pontos permanece dentro da margem de erro do levantamento, configurando um cenário de empate técnico.

A tendência também aparece nos indicadores de rejeição. Lula reduziu sua taxa de rejeição de 48% para 47%, enquanto Flávio Bolsonaro registrou movimento inverso, passando de 48% para 50%. O resultado amplia a distância entre os dois nesse quesito e sugere uma leve melhora do ambiente eleitoral para o presidente.

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No embate contra Romeu Zema, o presidente avançou de 45% para 49% das intenções de voto, enquanto o ex-governador mineiro recuou de 41% para 38%. Contra Ronaldo Caiado, o ganho do petista foi menos expressivo, Lula avançou de 45% para 46%, enquanto o ex-governador goiano recuou de 41% para 40%.

Popularidade 

Lula também registrou avanços nos indicadores de popularidade. A aprovação do governo subiu de 46% para 47%, enquanto a desaprovação recuou de 49% para 48%, praticamente eliminando o saldo negativo.

Na avaliação da gestão, houve uma melhora mais expressiva: o índice de ótimo ou bom avançou quatro pontos, de 33% para 37%, enquanto o percentual de ruim ou péssimo caiu de 43% para 40%. A avaliação regular oscilou de 23% para 22%.

A pesquisa ouviu 2.045 pessoas entre os dias 22 e 24 de maio em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-04193/2026.

Fonte

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