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A nova CEO do Xbox, Asha Sharma, anunciou nesta semana o fim da integração do Copilot no aplicativo para gamers e no console. A medida indica uma mudança de foco na companhia e também reflete uma eventual “fadiga de IA” da comunidade dos usuários.
Empresas de tecnologia tentam alavancar novos recursos de inteligência artificial a todo momento para justificar as cifras investidas no setor, mas isso não necessariamente é um pedido da comunidade e pode “inflar” aplicativos com funções que sequer são populares.
Não dá para negar a popularidade das ferramentas de inteligência artificial: aplicativos como Gemini e ChatGPT dominam a Play Store e a App Store com bases extensas de usuários.
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O problema ocorre quando a corrida por um mundo “AI-First” envolve colocar a tecnologia quando ela não é solicitada. A Microsoft é um dos principais exemplos dessa onda de rejeição, o que resultou no apelido “Microslop” (em referência ao termo “AI Slop”, usado para categorizar conteúdo inútil ou superficial feito por IA).
Desde a adoção do Copilot, em 2023, a Gigante de Redmond se esforçou para incluir funções de IA em diferentes etapas do Windows, incluindo o Bloco de Notas e o Explorador de Arquivos. A medida gerou insatisfação da comunidade, principalmente pelo bloatware (excesso de aplicativos instalados nas configurações de fábrica do sistema).
O feedback fez a empresa repensar a estratégia no começo de 2026. Em comunicado, a MS revelou o plano de “focar em experiências genuinamente úteis e bem-feitas” e vai reduzir algumas integrações do Copilot em mais apps do Windows.

O apelo com IA dá certo quando a tecnologia resolve uma dor ou atende a um pedido comum dos usuários. Uma prova disso é a chegada dos geradores de imagens com IA, usados para transformar fotos reais em desenhos e outras edições virais.
Um relatório da consultoria Appfigures aponta que as ferramentas de imagens do ChatGPT e do Gemini impulsionaram o número de downloads dos respectivos aplicativos para celulares. O recurso foi muito mais importante para a tomada de decisão do que um novo LLM mais inteligente, por exemplo.
Os apps sempre estiveram disponíveis, mas a chegada de um recurso com potencial viral foi o fator que fez uma pessoa baixar ou não aquela plataforma.

O uso de IA já é muito difundido e a tecnologia faz parte da vida das pessoas: no Brasil, a pesquisa TIC Domicílios revela que cerca de 50 milhões de habitantes já usam IA generativa no dia a dia. Gemini e ChatGPT colocam os brasileiros entre os países com maior engajamento das ferramentas.
Depois de alguns anos para mostrar a tecnologia aos usuários, o cenário da IA parece ter mudado — as pessoas conhecem a ferramenta e entendem qual é a melhor situação para usá-la.
Por outro lado, os recursos de IA estão por toda a parte: da conversa no WhatsApp até o menu Iniciar do Windows, passando até pelo Spotify. Por isso, surge uma exaustão sobre o tema, principalmente quando a tecnologia é colocada em uma plataforma já conhecida e que não necessariamente agrega valor ao produto final.
Você sabe como o brasileiro usa IA no dia a dia? Saiba oq ue as pesquisas dizem.
Leia a matéria no Canaltech.

