A JBL antes da JBL: a história de como uma caixinha de som mudou o mundo

A JBL antes da JBL: a história de como uma caixinha de som mudou o mundo – Canaltech

No meio de laboratórios e galerias com peças históricas, uma em especial me cativou. Não era a mais bonita nem a mais moderna, mas era, provavelmente, a mais importante: o primeiro speaker da JBL.

O engenheiro e fundador da marca, James Bullough Lansing, deu o nome de D130 ao seu primeiro alto-falante criado em 1946 em Los Angeles, nos EUA, e décadas depois, o legado desse alto-falante ficou tão pesado que precisou ser transformado em uma coisa extremamente leve e compacta. E eu tive o prazer de conhecer essa história em primeira mão.

Diferente do que previam os maias, o que mudou o mundo em 2012 foi na verdade a JBL Flip, um aparelho tão inovador mas tão óbvio que foi capaz de tirar a marca de Lansing dos estúdios e levar para a palma da mão de milhões de pessoas ao redor do mundo. O iPhone quebrou o paradigma do celular em 2007, e a Flip estraçalhou o do som.


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O mais curioso é que, olhando de perto, o D130 e a Flip não parecem apenas distantes no tempo, eles parecem incompatíveis. Um é bruto, pesado, técnico. O outro é leve, portátil, quase casual. Mas os dois resolvem exatamente o mesmo problema: fazer o som funcionar bem, só que em contextos completamente diferentes. E esse caminho entre um e outro não foi direto.

JBL D130: primeiro produto feito pela marca faz 80 anos em 2026 e foi exposto na sede da empresa na região de Los Angeles, EUA (Imagem: Léo Müller/Canaltech)

Durante décadas, a JBL construiu sua reputação longe do consumidor comum. Estúdios, cinemas, shows. Lugares onde tamanho, potência e precisão importavam mais do que conveniência. Foi esse tipo de sistema que ajudou a dar voz a eventos como o Woodstock, a turnês gigantes e a apresentações que definiram gerações.

Não é exagero dizer que boa parte da música que a gente conhece — de festivais a grandes arenas — passou, em algum momento, por um sistema com DNA da JBL.

O som da marca não estava na palma da mão. Estava nos palcos. Nos estúdios. Nos lugares onde a experiência precisava ser sentida no corpo, não só ouvida. E talvez seja justamente por isso que a virada para o portátil tenha sido tão impactante.

JBL começou com um speaker profissional e hoje é mais conhecida pelos portáteis dedicados ao consumidor final (Imagem: Léo Müller/Canaltech)

Um belo dia a JBL decidiu mudar

“Queríamos ser os melhores e os mais rápidos no mercado”, me disse Sharon Peng, vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento da marca, em entrevista exclusiva para o Canaltech.

Para isso, a JBL levou boa parte da sua engenharia para Shenzhen, na China, onde, segundo ela, tudo acontece em um raio de poucas horas.

“Estamos sempre a, no máximo, duas horas de distância dos nossos parceiros e fornecedores. Isso nos dá velocidade, qualidade e custo que nenhum outro lugar consegue bater.”

Essa decisão parece invisível para quem só vê o produto final, mas é ela que explica como a JBL conseguiu encurtar o tempo entre ideia e execução, algo essencial pra aproveitar o momento em que o mundo mudou. E esse momento tem nome: Bluetooth.

Por volta de 2010, a tecnologia deixou de ser um diferencial e virou padrão. Foi aí que surgiu a pergunta que mudaria tudo: e se a JBL pegasse toda a expertise de décadas em áudio e colocasse isso em algo que as pessoas pudessem simplesmente levar com elas?

Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)
Jbl Flip 7
Jbl Flip 7 (Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

O nascimento da JBL Flip

Inspirada no tamanho de uma lata de Coca-Cola, pensada para levar na mochila, na bicicleta, A Flip gravou a JBL na mente do consumidor final de uma forma tão intensa que a marca virou sinônimo de caixa de som. A “esponja de lã de aço” é mais conhecida como “bombril” pela mesma razão pela qual qualquer caixinha portátil pode ser chamada apenas d “JBL”.

Na esteira do sucesso da Flip, veio a Charge, adicionando bateria e mais autonomia. Depois a Extreme, ampliando potência e presença. E então a Boombox, que praticamente trouxe de volta um conceito antigo (o som alto, compartilhado, quase coletivo) só que adaptado para uma nova geração.

E, nesse ponto, o Brasil aparece de um jeito curioso na história.

“A Boombox é uma das minhas favoritas”, comentou Sharon durante ao Canaltech. E não é por acaso: segundo ela, poucos lugares abraçaram tanto esse tipo de produto quanto o Brasil. “O Brasil realmente ama a Boombox.”

O Canaltech inclusive já testou a mais recente Boombox 4 da JBL que ajuda a marca a seguir sua tradição de som poderoso, mas com um DNA portátil.

Para o bem e para o mal, o som não é só individual para os brasileiros e sempre teve um elemento social. É praia, churrasco, rua, encontro. É volume, presença, energia. Algo que, de certa forma, conecta mais com o espírito dos primeiros sistemas de som do que com a ideia de fone de ouvido isolado.

Mesmo depois do sucesso da Flip, JBL segue inovando em áudio profissional e levou o Canaltech para conhecer o estádio do Los Angeles FC, nos EUA. A arena tem áudio 100% JBL/Harmam e conta com um softare poderoso para controle e personalização que pode ser usado em qualquer notebook (Imagem: Léo Müller/Canaltech)

Talvez seja por isso que a cena mais curiosa que ela descreveu também faça tanto sentido por aqui: “Já vi jovens andando de bicicleta com uma Boombox presa”, disse, rindo. “É alto, é energia, está em todo lugar.”

Voltando para casa, no avião, eu fiquei refletindo. A caixinha que, hoje, parece banal, precisou do peso histórico de muitas décadas para cabar na palma da minha mão e entregar música para os momentos mais felizes que passamos com nossos amigos e familiares.

Se você quer saber como anda o “estado da arte” com a mais recente JBL Flip 7, o Canaltech testou a caixinha que entrega desempenho em todos os ritmos.

O jornalista viajou à Los Angeles, EUA, a convite da Harman-JBL

Leia a matéria no Canaltech.

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