Anúncios de 90 segundos: YouTube confirma bug que estendia duração de comerciais

Anúncios de 90 segundos: YouTube confirma bug que estendia duração de comerciais – Canaltech

O YouTube confirmou que os anúncios de 90 segundos sem opção de pular, relatados por usuários do aplicativo para televisores na última semana, foram causados por um bug.

A empresa afirmou ao site 9to5Google que o problema gerou a exibição de contadores de tempo incorretos e maiores para anúncios que tinham duração mais curta. A correção já estava em implementação no momento do comunicado.

A situação veio a público após usuários relatarem no Reddit e em outras plataformas que receberam bloqueios publicitários de 90 segundos sem possibilidade de pular no app do YouTube para TVs.


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O limite habitual para anúncios com exibição obrigatória na plataforma é de 30 segundos. Capturas de tela compartilhadas mostravam a interface indicando a possibilidade de pular apenas após “90+ segundos”.

YouTube negou teste

A primeira resposta oficial veio pelo perfil Team YouTube no X, em resposta a uma publicação do portal Dexerto sobre o assunto.

A conta oficial disse que a plataforma não possui um formato de anúncio com bloqueio de pulo de 90 segundos e que isso não era algo que estivesse em testes naquele momento.

Ao ser contatado pelo 9to5Google, o YouTube confirmou a origem do problema: um bug que fazia os contadores exibirem valores incorretos e superiores ao tempo real dos anúncios.

A empresa não detalhou quantos usuários foram afetados nem por quanto tempo o problema ficou ativo antes de a correção ser distribuída.

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O YouTube completou 20 anos em 2025 (Imagem: Reprodução/Souvik Banerjee/Unsplash)

Contexto de pressão sobre anúncios

O episódio ocorre em um momento em que o YouTube adota medidas mais agressivas em relação à publicidade. Nos últimos anos, a plataforma expandiu o uso de anúncios de exibição obrigatória de 30 segundos em TVs conectadas e aumentou o bloqueio a extensões que removem anúncios.

A declaração inicial do YouTube, de que o formato de 90 segundos não era “algo que estamos testando agora”, deixou margem para interpretações. A escolha do advérbio “agora” foi notada por veículos como 9to5Google e Android Police, que apontaram que a frase não descarta a possibilidade de esse formato ser considerado no futuro.

Por ora, o YouTube atribuiu os relatos exclusivamente ao bug e afirmou que não há planos para anúncios não puláveis com essa duração.

Leia a matéria no Canaltech.

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