Celular básico dura quanto tempo antes de travar?

Celular básico dura quanto tempo antes de travar? – Canaltech

No cenário contemporâneo de dispositivos móveis, em que se troca menos de celulares por modelos novos, a durabilidade ficou ainda mais fundamental. Por isso, até mesmo os celulares básicos já são projetados para operar por vários anos antes de manifestarem defeitos impeditivos.

Isso se revela em pesquisas de mercado: dados do portal SellCell indicam que nove em cada dez usuários de dispositivos Android utilizam seus aparelhos por dois anos ou mais.

Além disso, a tendência histórica aponta que o tempo de permanência com o mesmo dispositivo está em crescimento. A retenção é motivada pela ausência de grandes inovações tecnológicas em novos lançamentos e pelo fato de processadores intermediários atuais suportarem tarefas cotidianas por anos.


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No entanto, esses dados são referentes ao mercado de smartphones Android de forma generalizada. Por isso, modelos considerados muito básicos tendem a se aproximar do limite mínimo desse prazo: dois anos.

Também se destaca que a experiência de uso varia conforme o modelo e a marca escolhida. No segmento de aparelhos básicos, o investimento menor pode ser um “barato que sai caro”.

Afinal, dispositivos básicos podem apresentar problemas de travamento de forma mais acelerada. O envelhecimento é intensificado por hardware defasado, com processadores antigos e memória RAM inferior a 4 ou 6 GB.

Na prática, pode ser mais vantajoso investir em um modelo intermediário acessível: muitas vezes, manter um único intermediário por cinco anos pode ser financeiramente superior à compra de dois aparelhos básicos no mesmo período, por exemplo. 

O papel das atualizações de software

O suporte do sistema operacional funciona como um indicador vital da vida útil do produto. Afinal, a ausência de atualizações pode expor o dispositivo a riscos de segurança.

A Samsung oferece seis anos de atualizações de sistema Android e pacotes de segurança para modelos básicos, como o Galaxy A07. Outras fabricantes aumentaram o suporte recentemente, embora adotem políticas distintas.

O aparelho permanece utilizável mesmo após o fim das atualizações oficiais. A persistência do uso depende da capacidade do hardware em suportar as demandas dos aplicativos.

Galaxy A07 5G
Até mesmo os celulares básicos estão durando mais (Imagem: Divulgação/Samsung)

Cuidado com a bateria

A bateria está entre os componentes do celular com maior estresse devido aos ciclos contínuos de carga. Por este motivo, é apontada como um dos principais gargalos para a alta longevidade.

Um estudo de 2021 da National Library of Medicine citou que baterias de modelos de 2019 suportam, em média, mais de 850 ciclos completos antes da capacidade cair abaixo de 80% do original — com essa base, sob condições de uso médio, a expectativa de vida da bateria varia de dois a três anos.

Depois disso, os sinais de desgaste mais evidentes incluem descarregamento rápido, desligamentos inesperados, superaquecimento e carregamento lento.

A substituição da bateria é possível, mas o custo do serviço pode se aproximar do valor de um aparelho novo — especialmente no caso de modelos de entrada.

Novas tecnologias de software podem causar problemas de autonomia em celulares básicos, como aponta Patrício Rodolfo Impinnisi, professor de Engenharia Elétrica da UFPR:

“Quando aumenta um pouco a capacidade de bateria, em vez de te dar três dias, uma semana de autonomia, [isso não ocorre]. Em vez disso, te colocam mais coisas no celular, para ficar mais bacana e fazer mágica”, afirmou Impinnisi.

A exposição a temperaturas extremas, como sol direto ou frio intenso, degrada a composição química da bateria. Também é preciso tomar cuidado com danos físicos, como quedas e rachaduras, que podem comprometer sensores e conexões internas.

Para a gestão de energia, recomenda-se manter a carga entre 20% e 80%, sem manter o celular em 100% por períodos prolongados ou zerar a bateria totalmente.

Outras dicas para aumentar a vida útil do celular

Para além das questões de bateria, também se recomenda o uso de capas resistentes e películas de tela para os celulares. Além disso, vale a pena reiniciar o aparelho semanalmente para limpar a memória e obter um funcionamento mais “liso”. 

Também é recomendável excluir aplicativos não utilizados que operam em segundo plano, já que manter entre 10% e 15% de armazenamento livre evita a lentidão do sistema.

Para aparelhos já antigos e/ou com defeitos, a decisão de reparar ou trocar o celular deve considerar alguns pontos específicos em relação à condição de uso. O conserto é indicado para baterias gastas, telas trincadas em modelos potentes ou danos na porta de carga.

Já a substituição é recomendada quando o aparelho deixa de receber atualizações de segurança, em casos de lentidão extrema ou quando o custo do reparo é próximo ao valor de um modelo novo.

Leia a matéria no Canaltech.

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