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A Netflix já está de olho em outros negócios após perder a disputa da Warner Bros. Discovery para a Paramount Skydance. Segundo informações da Bloomberg, a gigante do streaming negocia para adquirir a InterPositive, uma empresa de produção cinematográfica de inteligência artificial (IA) fundada pelo ator Ben Affleck, pelo valor de até US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3,1 bilhões).
Os termos da aquisição não foram divulgados e o preço real da compra foi menor que o estipulado, mas fontes ouvidas pelo Bloomberg afirmaram que a expectativa é que os investidores da empresa recebam lucros milionários, caso a startup atinja metas de desempenho específicas.
Considerada uma das maiores aquisições já feitas pela Netflix, a compra da InterPositive foi anunciada no começo de março, com toda a equipe da startup se juntando à Netflix. Affleck atuará como consultor sênior em uma operação contínua.
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Para além do nome de Ben Affleck em jogo, a aquisição da InterPositive demonstra um interesse da Netflix em apostar cada vez mais no uso de inteligência artificial, firmando um dos maiores negócios voltados para a tecnologia já realizados na indústria do entretenimento.

O movimento segue operações parecidas feitas pelas concorrentes da Netflix, como a Amazon, que criou uma equipe interna para implementar recursos de inteligência artificial em filmes e séries do estúdio. A Disney também segue pelo mesmo caminho com uma parceria comercial com a OpenAI.
Mas o que exatamente essa ferramenta pode fazer, principalmente quando a manipulação de imagens por IA em Hollywood gera tanta polêmica? Pelo que se sabe, a InterPositive não é um gerador de imagens propriamente dito, mas uma ferramenta criada para ajudar no processo de edição e pós-produção de um filme ou série de TV.
Dessa forma, supondo que um cineasta precise retirar elementos indesejados ou ajustar o fundo de cenas específicas, por exemplo, seria possível usar a IA para automatizar e agilizar o processo com o treinamento do software.

A título de curiosidade, David Fincher (Clube da Luta) usou a ferramenta em um vindouro filme da plataforma estrelado por Brad Pitt (possivelmente The Adventures of Cliff Booth, sequência de Era uma Vez em… Hollywood).
Vale mencionar ainda que, em um vídeo publicado pela Netflix, Affleck afirma que a tecnologia busca tornar a produção cinematográfica “mais realista e honesta”. O astro fundou a empresa em segredo com o apoio da RedBird Capital Partners após começar a buscar investimentos em 2025. Em nota, ele afirmou que “não poderia estar mais feliz” de oferecer esses serviços à comunidade criativa.
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