IPCA: inflação sobe 0,70% em fevereiro e acumula alta de 3,81% em 12 meses

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta quarta-feira (12/3) que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) ficou em 0,70% no mês de fevereiro, levemente acima das projeções do mercado financeiro, que esperava um avanço de 0,63% do índice. O acumulado de 12 meses teve alta de 3,81%, abaixo do mês anterior, que marcou 4,4%. Com isso, o índice segue acima da meta de 3% perseguida pelo Banco Central (BC), mas abaixo do teto de 4,5% de inflação acumulada.

A inflação de fevereiro foi puxada pelo grupo Educação, que teve o maior aumento de preços, com avanço de 5,21% no último mês (o que representa um impacto de 0,31 pontos percentuais no resultado total de fevereiro). Ainda de acordo com o IBGE, dentre os nove grupos avaliados pelo índice, Transportes acumulou a segunda maior alta, com avanço de 0,74% em fevereiro (um impacto de 0,15 pontos percentuais no resultado do mês). Juntos, Transportes e Educação representaram aproximadamente 66% do resultado do mês.

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Sozinho, o grupo Educação respondeu por cerca de 44% do índice. A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes de início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%). O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, explicou que o aumento é comum no início do ano, e que “sem esse efeito, o IPCA de fevereiro teria ficado em torno de 0,41%”.

A alta de fevereiro é a maior desde o mesmo mês em 2025, mas é a menor para um mês de fevereiro desde 2020, quando avançou 0,25%. Gonçalves esclareceu que “em fevereiro do ano passado, no IPCA de 1,31% houve uma pressão do grupo habitação, em especial na energia elétrica, em função do fim do Bônus de Itaipu, o que não ocorreu no ano de 2026”.

Nos demais grupos pesquisados, as variações ficaram entre 0,13% em Artigos de residência e 0,59% em Saúde e cuidados pessoais. Confira o resultado de fevereiro por grupos:

  • Alimentação e bebida: 0,26%;
  • Habitação: 0,30%;
  • Artigos de residência: 0,13%;
  • Vestuário: 0,16%;
  • Transportes: 0,74%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,59%;
  • Despesas pessoais: 0,33%;
  • Educação: 5,212%;
  • Comunicação: 0,15%.

Apesar de ficar acima da mediana das projeções estabelecidas por 35 instituições financeiras, ouvidas pelo Valor Data, de 0,63%, a variação ficou dentro do intervalo das projeções, que ia de alta de alta de 0,42% a 0,82%.

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