Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


O Governo dos Estados Unidos compartilhou nesta quarta-feira (4) um vídeo de Call of Duty: Modern Warfare 3 para promover a cultura de guerra após os recentes ataques ao Irã.
O vídeo mostra uma animação de ataque de bombas guiadas em massa (MGB), que pode ser obtida quando um jogador elimina 30 adversários sem ser derrotado. No game, o movimento garante a vitória do grupo.
No entanto, os trechos são acompanhados de cenas reais de bombardeios do exército norte-americano ao Irã com ilustração dos pontos vistos em COD: Modern Warfare 3. Até o momento, a Activision e a Microsoft não se manifestaram sobre o uso do jogo.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Enquanto o vídeo foi publicado pela conta oficial da Casa Branca no X (antigo Twitter), a administração de Donald Trump negou a responsabilidade do ataque a uma escola infantil que matou quase 200 civis. Como os EUA e Israel se uniram na investida contra o país, a autoria não foi reconhecida.
Courtesy of the Red, White & Blue. pic.twitter.com/kTO0DZ56IJ
— The White House (@WhiteHouse) March 4, 2026
Esta não é a primeira vez que o país usa jogos para promover suas ações ao redor do planeta. Em 2025, o Departamento de Segurança Doméstica (DHS) publicou trechos de prisão de várias pessoas pelo ICE e pela equipe que patrulha a fronteira com o México, com a trilha sonora de Pokémon.
Além disso, o recrutamento para membros do ICE contava com uma cena na qual Master Chief dirigia um Warthog com a frase “Destrua o Flood. Acabe com a guerra”. A estratégia de “gamificar” a imagem política escalou ao ponto de o perfil da Casa Branca publicar uma imagem criada por IA com Donald Trump como o herói de Halo.
É importante levar em conta que Halo e Call of Duty são franquias que pertencem à Microsoft, que até pouco tempo atrás foi acusada de apoiar os ataques de Israel à Palestina. De acordo com relatos, o exército israelense utilizou a infraestrutura de nuvem Azure para monitorar seus adversários.

A companhia negou o suporte e revelou que “não havia evidências de que a sua tecnologia de inteligência artificial e do Azure foi usada para alvejar ou ferir pessoas no conflito de Gaza”.
Ainda assim, a Microsoft e o Xbox foram “cancelados” no movimento Boycott, Divest and Sanction (“Boicote, desinvestimento e sanções”, em tradução literal) e receberam uma carta de seus funcionários com o pedido para interromperem o apoio a Israel.
“Não acreditamos que a Microsoft seja lugar para concordar com um genocídio e, como funcionários da companhia, não queremos fazer parte deste projeto sinistro para Gaza. Além disso, é nossa responsabilidade, como trabalhadores da indústria tech, alertar e garantir que nossas tecnologias são usadas para fazer a voz dos oprimidos ser ouvida e não facilitar o seu fim”, diz o documento assinado por centenas de membros da equipe.
Leia também no Canaltech:
Leia a matéria no Canaltech.