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O Brasil tem o 5G mais rápido da América Latina e já figura entre os quatro países com melhor desempenho do mundo. Dados do terceiro trimestre de 2025 mostram que a velocidade média do 5G no país chegou a 430,83 Mbps, colocando o Brasil atrás apenas de Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait no ranking global.
Além da velocidade, o Brasil também se destaca na disponibilidade do 5G. Cerca de 38,5% dos usuários brasileiros passam a maior parte do tempo conectados a redes 5G, um dos melhores resultados da América Latina.
Esse desempenho é resultado direto da ampla implantação da tecnologia, especialmente após a liberação de grandes faixas de frequência em 2021, que permitiram uma expansão mais robusta das redes.
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Um dos principais fatores por trás do sucesso do 5G no Brasil é a quantidade de espectro disponível para as operadoras. Empresas como Claro, Vivo e TIM contam com 100 MHz de frequência dedicada ao 5G, o que favorece conexões mais rápidas e estáveis. Em geral, operadoras que possuem esse volume de espectro conseguem oferecer velocidades acima de 300 Mbps, algo ainda raro em muitos países vizinhos.
Apesar do bom momento brasileiro, a evolução do 5G na América Latina é desigual. Países como Uruguai e Porto Rico apresentam bons níveis de disponibilidade, enquanto mercados como México avançam de forma irregular, com algumas operadoras investindo mais do que outras. Em países como Peru, o 5G ainda está em fase inicial, mesmo com leilões de frequências concluídos recentemente.

O avanço do 5G na região não se limita aos celulares. Serviços como internet fixa via 5G já estão disponíveis em países como Brasil, Colômbia e México, levando conexão rápida a casas e empresas.
No Brasil, há ofertas com velocidades próximas de 1 Gbps. Também começam a surgir redes privadas de 5G voltadas para indústrias, mineração e outros setores produtivos.
A expectativa é que, até 2030, metade das conexões móveis da América Latina utilize 5G. Ainda assim, custos de frequência, atrasos regulatórios e decisões de investimento das operadoras podem desacelerar esse crescimento. Mesmo com esses desafios, o Brasil se consolida como referência regional e um dos protagonistas globais na era do 5G.
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