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Para quem cresceu na era digital, ter uma senha para acessar qualquer tipo de site ou plataforma na internet é uma ação tão natural quanto acordar todas as manhãs. Mas, hoje em dia, uma senha estática já não é mais o bastante para manter as suas informações seguras contra possíveis ataques digitais, e é aí que entra a Autenticação de Dois Fatores.
Também conhecida apenas como 2FA, a ferramenta funciona como uma camada adicional de proteção da sua identidade no ambiente online, indo além da simples senha que você digita no campo de login.
Mas por que apostar nesse tipo de validação? Por um motivo simples: em tempos tão tecnológicos, recursos como a 2FA se fazem necessários como um meio de proteção reforçado para evitar que os seus dados pessoais circulem por aí.
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Só para se ter uma noção do perigo, somente em 2025, cerca de 300 milhões de registros pessoais vazaram na dark web, sendo que 49% deles continham senhas, segundo pesquisa da Proton. O Gmail também já sofreu um megavazamento do tipo, com 183 milhões de credenciais expostas.
Diante desse cenário, saber como usar a tecnologia para incrementar a sua segurança online também é uma maneira de fugir da mira dos cibercriminosos, que aguardam um deslize seu para aplicar um golpe destrutivo.
O Canaltech veio ao resgate para te ajudar a entender como a Autenticação de Dois Fatores funciona e como você pode usá-la para se prevenir.
Embora tenha ganhado uma maior popularidade nos últimos anos, a 2FA é mais antiga do que você imagina. O conceito existe desde a década de 1980, quando a empresa RSA Security lançou o token de hardware SecurID, em 1986.
Considerado o avô do 2FA, o SecurID surgiu como um dispositivo físico que parecia um chaveiro. Sua funcionalidade consistia na exibição de um código numérico temporário que era alterado a cada 60 minutos.

Na prática, o aparelho funcionava como uma segurança reforçada para empresas e governos no acesso de materiais sensíveis. Isso porque, além de digitar a senha, era necessário inserir o código do SecurID para conseguir entrar nos sistemas internos.
A nomenclatura pela qual conhecemos hoje em dia (2FA), porém, levou um tempo para tomar forma devido a uma disputa de patentes envolvendo a empresa de telecomunicações AT&T e o empresário Kim Dotcom, o fundador do Megaupload.
Em 1995, a AT&T tentou patentear a ideia de um sistema (um pager ou dispositivo secundário) para confirmar a identidade e, dessa maneira, autorizar uma transação. A patente só foi concedida em 1998, sendo que, um ano antes, Kim Dotcom reivindicou o conceito por trás do 2FA, iniciando uma controvérsia no setor.
Apesar do conflito, a patente permaneceu nas mãos da AT&T, que segue como uma das pioneiras do método moderno juntamente com a RSA Security.
Entrando nos conceitos básicos por trás da Autenticação de Dois Fatores, é importante ter em mente os três pilares do recurso. Afinal, para que ele seja considerado uma proteção de “dois fatores”, o sistema precisa unir dois agentes de verificação de categorias diferentes para permitir o acesso seguro a uma conta digital.
Assim, para que exista uma autenticação dupla de fatores, a exigência é ter na equação:
Sem mais delongas, vamos entender agora como a Autenticação de Dois Fatores funciona na prática. Para isso, é preciso compreender a diferença entre HOTP e TOTP, dois algoritmos importantes para a estrutura do método de verificação.
A principal distinção entre os dois é a maneira como eles geram o código de uso único (OTP) para concretizar o processo: enquanto o HMAC-based One-Time Password (HOTP) usa um contador (como em tokens antigos), o Time-based One-Time Password (TOTP) usa o tempo.

Na prática, o HOTP permanece válido até que o código seja usado ou o próximo seja gerado, não sendo uma opção tão segura diante das ameaças digitais (embora seja menos complexo). Já o TOTP oferece uma alternativa mais segura, pois o algoritmo gera códigos que expiram automaticamente em um intervalo de tempo determinado, um processo usado pelo Google Authenticator, por exemplo.
Para ajudar a compreender melhor, imagine que você precisa ler um QR Code para acessar uma conta. O usuário e o servidor compartilham, então, um “segredo” que contém uma chave criptográfica.
Para autenticá-lo, o aplicativo usa a hora atual em união com essa chave para gerar o código, enquanto o servidor faz o mesmo. Se os números coincidirem, o acesso, enfim, é liberado, finalizando uma operação que funciona até mesmo sem internet.
Agora que você já sabe como a Autenticação de Dois Fatores funciona, chegou o momento de saber quais são os tipos mais comuns, indo do mais fraco até o mais forte. Veja a seguir:
Como você já deve ter percebido, o 2FA não existe à toa. O método de verificação é fundamental para que usuários se protejam de possíveis ameaças digitais. Mas como ele faz isso?
Vamos supor que você está diante de um ataque de preenchimento de credenciais, também conhecido como credential stuffing. Caso exista uma Autenticação de Dois Fatores, mesmo que a sua senha vaze durante uma operação criminosa, o hacker não consegue acessar a conta justamente por não ter o segundo fator em mãos.
Nesse cenário, também há uma proteção contra o phishing clássico, já que o cibercriminoso precisaria do código em tempo real para conseguir acessar uma conta legítima, caso a vítima acabe digitando uma senha em um site falso.

Além disso, o 2FA pode impedir que um keylogger roube as suas informações sigilosas, pois, mesmo que o malware grave a sua senha pela digitação, o hacker não concretiza o crime por não ter acesso ao dispositivo físico.
Para saber mais sobre phishing e keyloggers, confira duas matérias do Canaltech que trazem detalhes sobre esses ataques:
Como nada nessa vida é perfeito, o 2FA também tem sua leva de vulnerabilidades que podem ser exploradas por cibercriminosos mais experientes. Veja a seguir duas falhas que podem transformar o usuário em uma vítima, mesmo com o reforço na autenticação de identidade:
Contudo, apesar das vulnerabilidades, é importante destacar que o 2FA é uma ferramenta necessária para trazer mais segurança para movimentações digitais, oferecendo um bloqueio a mais em casos de fraudes, golpes e outros ataques online que podem causar prejuízos milionários às vítimas.
Por outro lado, os avanços tecnológicos apontam para um futuro ainda mais seguro com uma autenticação passwordless, onde um dispositivo, seja o celular ou a biometria, possa garantir ações digitais sem que uma senha estática seja necessária, incrementando ainda mais o poder da cibersegurança.
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Leia a matéria no Canaltech.