Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


Imagine a cena: você finalmente investe naquele kit de memória RAM DDR5 topo de linha caro, ainda mais agora com a crise desse componente, para turbinar o seu PC. A caixa chega lacrada, bonita, tudo certinho por fora. A expectativa está no teto. Mas, ao abrir, o plot twist: eram memórias de décadas passadas disfarçadas de novas.
Foi exatamente o que aconteceu recentemente, conforme relatado por um leitor do VideoCardz. Um consumidor comprou quatro kits ADATA XPG Caster 32 GB DDR5-6000 CL40 RAM (que no Brasil passa de R$ 1.000), mas encontrou dentro da embalagem pentes de memória DDR2. Sim, você leu certo: uma tecnologia de mais de 20 anos atrás, que hoje serve mais como peça de museu do que hardware funcional.
Mas a audácia não para por aí. Como as memórias DDR5 modernas possuem dissipadores de calor robustos e pesados, e os pentes de DDR2 são leves como uma pena, o golpista precisava enganar o tato da vítima (e possivelmente a balança da transportadora).
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–


A solução? Colar uma placa de metal bruta dentro da embalagem para simular o peso do produto original. E a cara de pau vai além: papéis com impressão do dissipador foram colados em cima da memória para enganar o comprador. É aquele velho ditado: “o golpe tá aí, cai quem quer” — ou, nesse caso, cai quem confia cegamente em caixas lacradas.
Infelizmente, esse caso nos lembra de uma triste realidade do mercado: sempre que há alta demanda, preços elevados ou crises de abastecimento, a criatividade dos mal-intencionados trabalha hora extra. Se aproveitando do alto fluxo de devoluções em grandes varejistas (que muitas vezes não verificam o produto retornado antes de recolocá-lo à venda como “novo”), golpistas trocam o hardware valioso por lixo eletrônico, selam a caixa novamente e embolsam a diferença.
A ADATA, dona da marca XPG, respondeu à reportagem do Videocardz dizendo que está “comprometida em garantir a mais alta qualidade e segurança” de seus produtos, e aconselha os usuários a sempre comprarem de “parceiros e distribuidores autorizados oficiais”.
Mesmo que isso tenha acontecido na Europa, é bom ficar esperto. Para o consumidor honesto, fica o alerta e a lição: no mundo do hardware, nem tudo que reluz (ou que pesa) é ouro. Às vezes, é só ferro velho mesmo.
Veja mais do CTUP:
Leia a matéria no Canaltech.