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2025 está repleto de títulos aguardados, como Silent Hill f e Cronos: The New Dawn, além do vindouro Resident Evil Requiem — apontado por muitos como o próximo grande jogo de terror. Mas é a Pulsatrix Studios quem surpreende o público ao lançar A.I.L.A, que fecha o ano com estilo.
Na trama, um testador usará um protótipo de óculos de realidade virtual que dá nome ao título. A inteligência artificial do dispositivo cria experiências únicas e coloca Samuel diante de situações imprevisíveis nas simulações.
A.I.L.A entrega um gameplay intenso, repleto de cenas assustadoras. O jogo levanta uma dúvida constante: afinal, o que é real e o que é criado pela tecnologia? Com referências inteligentes e imersão, o novo título da Pulsatrix Studios tem potencial para se tornar um dos favoritos do gênero.
A.I.L.A é um jogo de terror em primeira pessoa, que mostra um mundo futurista no qual o jogador encarna o papel de um testador de jogos. Drones voadores entregam produtos na sua varanda, tem IA para tudo e o personagem tem um gato para cuidar (e dá para fazer carinho nele!)

Porém, em seu caminho surge a inteligência artificial que dá nome ao game. Seu objetivo é único: levar Samuel para mundos imersivos e baseados em sua experiência pessoal (com leitura do algoritmo, histórico de pesquisa, dispositivos inteligentes conectados etc.).
Porém, isso o impacta de formas que nem o personagem imagina. Os mundos que Samuel visita são inspirados em seu gosto por jogos, livros e contos de terror. Esse detalhe torna cada cenário ainda mais perturbador.
Um ponto que me agradou bastante são os detalhes espalhados pela casa, como livros, jogos e notícias, que funcionam como pistas do que pode surgir nas simulações, mas nunca revelam claramente como cada elemento será incorporado.
Essa imprevisibilidade elimina qualquer sensação de rotina e garante sustos e surpresas genuínas ao longo da jornada.
“Tornar tudo imprevisível foi uma sacada genial da Pulsatrix Studios, mesmo para aqueles que acham que entenderam tudo em poucas horas”
A trama é extremamente envolvente, com detalhes muito bons de A.I.L.A nos mundos apresentados pela inteligência artificial e também nas suas interações. Existem diversos aspectos logo no começo que fazem surgir um sinal vermelho — que pode ou não ser o que espera ou coisas mais sinistras.
Tanto as experiências quanto os momentos em que Samuel pode caminhar pela sua casa geram tensão, o que me fez ver muito positivamente o que os desenvolvedores da Pulsatrix Studios fizeram. Não são gráficos de ponta ou que realmente inovam algo no mercado, mas seu coração está no lugar certo.
Seu objetivo em A.I.L.A é sobreviver aos cenários que a tecnologia te insere. Você deve avançar com munição e armas escassas, com diversos quebra-cabeças para resolver e encontrar uma forma de sair das experiências em que o protagonista está imerso.
Estes trechos são intercalados com momentos em que vemos Samuel em sua residência, com interações adicionais com a inteligência artificial, seu gato e com cômodos que não estavam acessíveis antes. Desta forma, aprendemos mais sobre ele e seus gostos, assim como o que “está por vir”.

Gostei muito de ver que, mesmo ao utilizar padrões similares no decorrer do jogo, não senti que ele é repetitivo. Algumas experiências você sabe que aprendeu a usar 3 a 4 botões e consegue encerrar sua narrativa apenas com eles. Não é o caso de A.I.L.A, para ser honesto.
No entanto, não gostei muito de ver que algumas fases apresentadas se prolongam mais do que o necessário. Elas se estendem além do ideal e tornam o ritmo do jogo mais lento em determinados pontos.
Isso não compromete o jogo, mas é fácil perceber quando o conteúdo acrescenta profundidade e quando apenas prolonga uma cena desnecessariamente. Não é um pecado capital e que mancha as conquistas que o título tem, porém teria sido melhor ter guiado os jogadores de forma mais direta.
“Sabe aquele trecho que já cansou e viu que está mais enrolado do que o comum? Este ritmo prolongado pode cansar, mesmo não sendo um jogo muito longo”
Me deixou surpreso o zelo da Pulsatrix Studios para deixar A.I.L.A o mais liso possível de rodar. Os testes executados no PS5 mostram que tanto o Modo Qualidade quanto o Desempenho equilibram bem o que é proposto e não sofre impactos em trechos de maior ação.
Graficamente, ele não é o título mais belo que terá na plataforma. No entanto, ele não fez nada feio e em certos aspectos me peguei parado enquanto observava o cenário e os detalhes que ali existiam. Muitos podem dizer “bonito, para um jogo brasileiro”, mas ele mostra muito bem o potencial e capacidade que temos dos desenvolvedores brasileiros. Não o desmereça.
Do tanto que avancei, também só vi um bug em A.I.L.A e nem foi algo que me impactou tanto. Era Samuel debaixo do chão enquanto tudo rolava na parte de cima? Sim, mas foi logo após uma cutscene, tudo já estava salvo e ao voltar ele continuou a rodar sem qualquer impedimento.
Se você é fã de jogos de terror, se ama experiências como Resident Evil, Silent Hill e The Evil Within e buscava uma trama inédita, este é o game para você investir. Embora seja dito que “IA do mal” é muito clichê, aqui posso garantir que o problema é um pouco mais embaixo.
Com mecânicas sólidas e desempenho digno de destaque, A.I.L.A tem potencial para se tornar o novo favorito dos fãs de terror. 2025 foi um ano farto para o gênero — e este título fecha com chave de ouro. Não é um “lanche”, mas sim um banquete completo.















Recomendo bastante que jogue e mergulhe de cabeça na experiência da Pulsatrix Studios. Ele cumpre com louvores a sua proposta e mostra que, às vezes, o que assusta mais vem dos lugares que você menos espera.
Leia a matéria no Canaltech.