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Quase quatro anos depois do lançamento desastroso de Battlefield 2042, a EA chega agora com sua redenção chamada Battlefield 6. A essa altura, com alguns dias de disponibilidade, já não é novidade que o jogo é realmente um sucesso, com vendas estimadas em mais de 7 milhões de cópias só nos primeiros dias, além da grande aceitação por parte dos jogadores.
Porém, neste review, você verá o veredito de um noob, que está trilhando seu caminho para fazer parte da comunidade entusiasta da franquia, entendendo como funcionam os modos de jogos e relatando sua experiência (ainda pouca) em meio a jogadores que já estão bastante acostumados com a fórmula e comem noob com arroz e feijão no almoço.
Battlefield 6 é tudo isso? Mesmo para quem tem pouca experiência? Eu te conto.
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Depois da ausência de uma campanha em Battlefield 2042, além do formato episódico de BFV e narrativa fragmentada na história de BF1, Battlefield 6 volta a apresentar uma campanha que os fãs estavam acostumados antes desses jogos (com exceção de Battlefield Hardline, que mudou a temática da franquia).
A nova história apresenta um conflito entre a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que é uma aliança militar envolvendo países do hemisfério norte (Europa e América do Norte, com algumas exceções), que briga contra um exército privado chamado Pax Armata.
A princípio, parece uma guerra que surgiu do nada, por motivos que costumam ser comuns para uma guerra. Mas com o decorrer da história, vemos que se trata de um “O inimigo agora é outro” da vida do filme Tropa de Elite 2 e esse será o máximo que detalharei para evitar spoilers (embora fique claro para quem assistiu o filme).
Eu levei 8 horas para terminar a campanha, porque joguei no nível difícil, em que não é preciso levar muitos tiros para dar game over. Ou seja, na dificuldade normal, e se você está acostumado com shooters, levará ainda menos tempo. Nada fora do comum em termos de campanha de Battlefield, algo que conheço mais do que o multiplayer.
Battlefield volta a ter campanha, mas a verdade é que não sentiriam falta dela de tão bom que é o multiplayer.
Battlefield 6 chegou na sexta-feira passada (10), e eu terminei a campanha no domingo. Até aquele dia, somente 7% dos jogadores do Steam concluíram esse modo de jogo. Agora, pouco mais de uma semana depois do lançamento, cerca de 10% chegaram ao fim da história, um claro desinteresse na campanha.
E ela não chama tanta a atenção, não é algo emblemático com as campanhas de Bad Company ou BF3. Diverte, mas entrega pouco. O sistema moderno de destruição dos cenários é pouco explorado, a história é bem clichê e previsível, vilão fraco e graficamente falando, esperava mais depois do que vi no beta. Mesmo jogando em 4K, não vi nada que saltasse aos olhos.

O que era mais aguardado pelos fãs de Battlefield, no novo jogo, era seu modo multiplayer. A recepção no beta, que juntou centenas de milhares de jogadores somente no Steam, já era uma prova disso. A EA e o Battlefield Studios colheram todo o feedback dos jogadores depois de BF2042 e fizeram as alterações necessárias para fazer com que a franquia retornasse ao que já foi um dia.
Já vi alguns entusiastas dizendo que Battlefield 6 ainda não chegou lá e pode ser que chegue com conteúdos pós-lançamento. Esse não é meu ponto de vista, já que não tenho tanta familiaridade com o modo multiplayer da série, embora tenha arriscado um pouco de BF3 na época.
Para mim, um noob, BF6 brilha no multiplayer. A sensação de guerra é real e isso é reforçado pelo caos das partidas, bons gráficos e o sistema de destruição bastante presente, diferente do modo carreira, em que esse recurso é bastante “scriptado”, acontece onde os desenvolvedores programaram para acontecer.
Os comandos respondem muito bem, não tive nenhum problema quanto a isso. Apesar de bonito, o jogo não é extremamente exigente no PC, então dá para alcançar mais de 100 FPS em configurações de entrada modernas em 1080p. Aqui, joguei em uma RTX 5070 e um Core Ultra 9 285K, foi possível atingir cerca de 150 FPS com Battlefield 6 rodando em 1440p e preset gráfico no médio, sem upscaling. Uma experiência lisinha.

Não vou entrar no mérito de analisar cada modo, comparar a como era feito anteriormente com outros jogos, destacar as novidades. O que tenho a falar nesse sentido, é como os modos de jogo se parecem para quem não está acostumado. Por mais que tenham nomes diferentes, e as descrições até tentam diferenciá-las, no fim das contas, na prática, parecem muito iguais.
Jogando nos diferentes modos, eu senti que sempre precisava dominar um território inimigo e avançar com esse objetivo para alcançar a vitória. Mesmo em alguns modos com objetivos menores distintos, a sensação é a de sempre estar fazendo a mesma coisa.
O gameplay de Battlefield 6 é muito fluído e casa perfeito com o modo multiplayer.
Isso é um problema? Depende do ponto de vista. Eu tenho me divertido da forma que tenho jogado. O gameplay é tão bom, a sensação de guerra é muito grande e esses fatores também são importantes. Pode ser que com o tempo, eu consiga discernir mais os modos de jogos? Sim, pode ser, mas nessa experiência de uma semana (já que recebemos o game da EA no lançamento), não é algo ainda possível para o meu nível de familiaridade com a franquia.
De início, Battlefield 6 oferece nove mapas, com direito ao retorno de um favorito dos fãs, e eles são bem variados. Alguns focam mais na verticalidade, outros em campos mais abertos e sem prédios ou estruturas altas, e ainda outros têm como objetivo proporcionar o combate mais rápido e frenético, já que são menores e forçam os jogadores a se aproximarem mais. Nada diferente do que a franquia já vem fazendo há anos, pelo que sei.

Outra coisa comum são as classes. O game traz quatro: Assalto, Engenharia, Suporte e Reconhecimento, cada uma com suas especialidades. Particularmente, gosto de ser o sniper nesse tipo de jogo, mas alterno com o gameplay mais frenético do Assalto, que geralmente é a linha de frente no campo de batalha.
O jogo conta com bots para preencher as partidas, isso aconteceu algumas poucas vezes. E por mais que eles sejam mais fáceis de serem abatidos, devo dizer que eu, um noob, se saiu bem em diversas partidas, ficando entre os 15 melhores da equipe, e abatendo jogadores, vale ressaltar, e não bot. Olha, até que não sou tão ruim assim.
Sim, com certeza. Como essa review está saindo depois do lançamento do game, já dá para ver que os fãs da franquia estão curtindo a experiência. E se um noob, que não tem muito histórico e até interesse em shooter multiplayer em geral, está falando que o jogo é bom, é porque ele realmente é bom.

Apesar de sua campanha não se destacar e existir mais para falar o motivo pelo qual os dois grupos brigam no multiplayer (algo que os jogadores não têm tanto interesse), ela ainda diverte. Porém o multiplayer realmente é bom e dará dores de cabeça à Activision com Call of Duty: Black Ops 7. O noob aqui jogou o beta e não ficou tão interessado assim, a proposta é bem diferente.
A EA terá muitas novidades para Battlefield 6 com o tempo, e algo que estou particularmente interessado em ver, é o modo Battle Royale que deve chegar em breve (a partir do momento dessa publicação).
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