Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124
Physical Address
304 North Cardinal St.
Dorchester Center, MA 02124


As entregas por drone já não são mais parte de um episódio de Futurama. O setor está em grande expansão no Brasil e no mundo, impulsionado por mudanças regulatórias e pela adoção da tecnologia por grandes varejistas.
Em terras brasileiras, o avanço é marcado pela retomada das operações do iFood em Sergipe, com autorização inédita da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para voos comerciais sobre áreas com circulação de pessoas.
E, o mercado mundial de entregas por drone, que movimentou US$ 553,5 milhões em 2020, deve movimentar US$ 18,6 bilhões até 2028, de acordo com a Emergen Research. Ou seja, não é loucura dizer que, em breve, um drone vai deixar as entregas da Black Friday na porta da sua casa.
–
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
–
Este enorme salto reflete um momento de inflexão na logística global: os drones cada vez mais integrados na estratégia de grandes empresas e transformando a operação de entregas em diversos continentes.
Nos Estados Unidos, onde anteriormente os testes com drones sofriam com barreiras regulatórias, gigantes do varejo como Amazon e Walmart expandem seus programas de entregas aéreas.
Em agosto deste ano, a rede Chipotle passou a utilizar drones da Zipline para entregas no Texas. Já a GoTo Foods se uniu à DoorDash e à Wing para atender outras cidades do estado texano.
A Zipline possui também projetos de entregas médicas em países africanos e participa ativamente da adoção crescente da tecnologia por redes de fast food.
Mas, o crescimento das operações não se deve apenas por questões de tecnologia. Em junho, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que deu mais margem para operações com drones.
A medida autorizou o Departamento de Transporte e a Administração Federal de Aviação a regulamentar e supervisionar voos comerciais com drones, permitindo que empresas realizassem entregas em áreas urbanas com mais segurança e menor custo.
Desde então, companhias como DoorDash, Chipotle e Wings têm acelerado seus programas em mercados suburbanos, onde o potencial logístico é mais favorável.
O diretor de tecnologia da Chipotle, Curt Garner, afirmou ao Business Insider que um único restaurante com suporte de drones pode cobrir o mesmo raio de entregas que normalmente exigiria toda uma frota de entregadores.
Ou seja, o ganho logístico vem acompanhado de benefícios ambientais, como a redução da emissão de CO₂ e menor tráfego urbano, além da possibilidade de entregas em regiões de difícil acesso.
Em meio à expansão deste setor, o Brasil se destaca na América Latina. Neste mês de outubro, o iFood anunciou a retomada da operação de entregas por drones em Aracaju (SE), em parceria com a Speedbird Aero, que foi a primeira empresa a receber autorização da ANAC para entregas do tipo.
A rota feita na capital sergipana parte do Shopping RioMar, cruza o rio Sergipe e chega à cidade vizinha de Barra dos Coqueiros. O trajeto levaria cerca de uma hora por terra, mas, com drones, leva menos de 30 minutos.

O serviço funciona sete dias por semana, dez horas por dia, e tem capacidade para até 5 kg de carga e 280 pedidos diários.
O diretor de Logística do iFood, Rodolfo Klautau, contou que “o drone entra [na operação] para resolver trechos que não fariam sentido para o entregador, que continua sendo alocado em rotas mais produtivas”.
Segundo o executivo falou ao Canaltech, o principal desafio do setor ainda é o amadurecimento regulatório, essencial para garantir segurança e viabilidade econômica.
“O Brasil depende do avanço do ambiente regulatório, que ainda exige amadurecimento e alinhamento para acompanhar a evolução tecnológica, garantindo a segurança das operações. Temos um país de dimensões continentais, com cidades próximas a rios, lagos e áreas costeiras, o que favorece o modelo logístico dos drones”, diz Klautau.
Atualmente, apenas a Speedbird Aero possui modelos de drones aprovados pela ANAC para operações, com cada processo de certificação levando entre 12 e 24 meses.
Veja também:
VÍDEO: Um DRONE INVADIU a minha CASA: o que FAZER?
Leia a matéria no Canaltech.