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As vendas da Embraer, principal fabricante brasileira de aeronaves, podem ser diretamente afetadas pela nova tarifa de 50% anunciada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. A medida, prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto de 2025, foi divulgada em julho e integra uma nova escalada na disputa comercial entre os dois países.
Os produtos brasileiros já encaram uma tarifa de 10% ao entrarem no mercado norte-americano. Com o novo aumento proposto pelo presidente, a competitividade da Embraer pode ser duramente comprometida, especialmente nas vendas da série E2.
As aeronaves da família não têm cumprido o papel esperado pelos norte-americanos por diferentes motivos — entre eles, estão as cláusulas contratuais, que não permitem que os pilotos norte-americanos operem algumas versões dos aviões.
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A versão original do E175 é uma das poucas que cumpre as exigências e se tornou uma das principais apostas da empresa para manter sua presença no mercado norte-americano. Se confirmadas, as tarifas de 50% devem deixar as companhias aéreas encurraladas, já que não há substitutos equivalentes ao E175 no mercado.

Como a taxa de 10% já estava vigente, as operadoras dos Estados Unidos já devem ter repassado parte dos custos aos passageiros aumentando o preço das passagens.
Em nota à imprensa, a Embraer afirmou que está avaliando os possíveis impactos da medida e ainda apura se o setor aeronáutico brasileiro vai ser afetado. A empresa quer trazer mais detalhes dos efeitos em seu relatório do segundo trimestre, que deve ser divulgado em 5 de agosto. Enquanto isso, mantém diálogo com autoridades para tentar reverter a medida ou ao menos garantir isenção para o setor.
Em entrevista concedida a jornalistas na terça-feira (15), Francisco Gomes Neto, presidente-executivo da companhia, declarou que as tarifas podem causar cancelamentos de pedidos, adiamentos de entregas e diminuição de investimentos. Também podem ocorrer reduções na força de trabalho e consequente aumento de custo de US$ 9 milhões por aeronave exportada aos Estados Unidos, o principal mercado da Embraer.
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