8 sinais para identificar um deepfake quando até as ferramentas falham

8 sinais para identificar um deepfake quando até as ferramentas falham – Canaltech

À medida que ferramentas de inteligência artificial (IA) se tornam mais sofisticadas, identificar um deepfake virou uma tarefa extremamente difícil. Com vídeos e imagens manipuladas por IA mais convincentes, nem mesmo ferramentas de detecção automática conseguem fazer o trabalho com precisão, um cenário bastante assustador para os tempos atuais.

Diante dessa nova era, em que a linha que separa o real do falso está cada vez mais fragmentada, saber como identificar um deepfake virou uma questão de sobrevivência no ambiente digital para não ser enganado por golpistas e notícias fraudulentas. Afinal, é preciso ser cauteloso na web para nunca acreditar na primeira coisa que aparecer na sua frente.

Pensando nisso, o Canaltech reuniu 8 sinais para você ficar atento na hora de identificar um possível deepfake. Confira a seguir.


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1. Desconfie do contexto antes da imagem

Antes de analisar a imagem ou vídeo em si, é fundamental compreender o contexto por trás daquilo. Logo, vale fazer algumas verificações simples, como identificar quem postou aquele conteúdo, onde aquilo apareceu primeiro e se a legenda faz sentido com o que está sendo apresentado.

Desconfie do contexto da imagem, que pode sinalizar um deepfake (Imagem: Reprodução/Freepik).

Verifique também se há outros perfis confiáveis publicando a imagem ou o vídeo, como veículos jornalísticos, por exemplo. Caso contrário, o contexto por trás do conteúdo pode acender um alerta para a possibilidade de que algo está errado.

2. Repare se há movimentos humanos estranhos

Uma vez que você analisou o contexto, chegou o momento de reparar nos movimentos humanos. Isso porque vídeos e imagens manipuladas por IA, por mais sofisticados que pareçam à primeira vista, podem apresentar diversos tipos de erros que não condizem com o comportamento humano.

Analise se há movimentos humanos estranhos na imagem ou no vídeo (Imagem: Divulgação/Apura Cyber Intelligence).

Portanto, um conteúdo pode ser um deepfake caso ele apresente gestos antinaturais, dedos estranhos, expressões duras demais, movimentos bruscos e interações físicas com objetos pouco convincentes. Até mesmo os vídeos mais elaborados podem apresentar esse tipo de inconsistência.

3. Observe a sincronia facial

Ainda no tópico dos gestos e comportamentos humanos, outra forma de identificar um deepfake é observar a sincronia facial da pessoa que está no vídeo ou na imagem.

A falta de sincronia facial pode ser um indício de deepfake (Imagem: Reprodução/Freepik).

Embora o rosto humano possa parecer convincente em um primeiro momento em deepfakes, se você analisar mais de perto poderá identificar uma sincronia labial estranha e mecânica, olhos sem vida e piscadas irregulares, por exemplo, todos indícios de um material manipulado por IA.

4. Atenção à iluminação, sombras e textura da pele

Mais um sinal de que algo pode ser deepfake é a iluminação. Durante a análise, vale prestar atenção no vídeo ou imagem para verificar se a luz bate de maneira coerente no rosto, no fundo e nos objetos. Qualquer tipo de inconsistência nesse ponto pode ser um sinal de material alterado.

Observe a iluminação para identificar inconsistências em luzes e sombras (Imagem: Reprodução/Freepik).

Além disso, é fundamental analisar os reflexos, que até mesmo deepfakes mais sofisticados podem apresentar erros, e a textura da pele da pessoa em cena, principalmente quando ela está em movimento.

5. Desconfie do áudio “limpo” demais

Deepfakes costumam contar com áudios “limpos” que podem gerar estranhamento daqueles que realmente estão prestando atenção ao conteúdo. Entre os sinais estão voz sem respiração, ritmo mecânico da voz, emoção artificial, pausas mal colocadas ou movimentos da boca que parecem antinaturais.

Áudios mecânicos e pausas mal colocadas podem ser sinais de deepfake (Imagem: cottonbro studio/Pexels).

Outra coisa que você precisa ter em mente é que o deepfake nem sempre está concentrado em imagens e vídeos: áudios também podem ser manipulados, trazendo vozes sintéticas, por exemplo.

6. Faça busca reversa para encontrar a origem do conteúdo

Fazer uma busca reversa para encontrar a origem da imagem ou do vídeo que você suspeita ser um deepfake também é uma das medidas mais importantes na hora de fazer a inspeção.

A busca reversa pode ser feita por meio do Google Lens. Para isso, basta fazer uma captura de tela do conteúdo que será analisado e fazer o upload no Google Imagens.

Pesquisar imagens no Google Lens é uma maneira de encontrar a fonte do material (Imagem: Emanuele Almeida/Canaltech).

Em seguida, clique no ícone de câmera na barra de busca e o Google irá coletar informações para confirmar a autenticidade do material com imagens e tamanhos similares, além da fonte original.

7. Urgência, medo ou impulso

Assim como qualquer simples golpe de phishing, uma fraude que usa deepfake para enganar as vítimas aposta no senso de urgência para desestabilizar o alvo.

(Imagem: Reprodução/Freepik).

Logo, se a pessoa do vídeo pede dinheiro de maneira urgente, provoca choque instantâneo para gerar medo ou tenta vender algo milagroso, preste a devida atenção, pois esses são indícios de que aquilo pode ser um golpe. Afinal, o apelo emocional também é usado por criminosos na disseminação de deepfakes, tornando-se um elemento decisivo na hora de enganar alguém.

8. Use ferramentas de detecção

Além de todas essas medidas práticas para identificar um deepfake, também é possível usar ferramentas próprias de detecção como apoio. Embora esses recursos não devam ser tratados como juízes absolutos, pois há casos de inconsistências nas análises, eles podem te ajudar na tarefa.

Ferramentas de detecção podem ajudar, mas não são absolutas no veredito (Imagem: Reprodução/Freepik).

O ideal aqui é combinar os detectores com a observação humana, buscando pelo contexto e a reputação da fonte para não cair em ciladas no ambiente digital. Muito mais do que um “truque mágico”, saber como identificar deepfakes faz parte do processo de criar um hábito de checagem que te deixe mais seguro na navegação online.

Leia a matéria no Canaltech.

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