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O câmbio automático vem ganhando mais espaço nas ruas brasileiras, mas a maioria dos carros vendidos no país ainda sai de fábrica com transmissão manual que, para algumas montadoras, está com os dias contados. Com este sistema, vem um dos componentes mais importantes e sensíveis: a embreagem.
Basicamente, a embreagem é formada por disco e platô, e transmite a força do motor para as rodas por meio do atrito. Como toda peça sujeita ao desgaste natural, a embreagem precisa de cuidados para não perder a vida útil antes da hora.
O problema é que até motoristas experientes cometem erros com o câmbio manual e o pedal da embreagem, e acabam acelerando o desgaste do sistema sem nem perceber.
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Abaixo, listamos erros comuns na hora de usar o câmbio manual:
Muita gente tem o costume de manter o pé encostado no pedal da embreagem mesmo sem estar trocando de marcha. Parece inofensivo, né? O problema é que esta prática causa desgaste contínuo no disco e no platô, reduzindo a durabilidade do conjunto.

O certo: acione o pedal só na hora de trocar de marcha, e us e-o até o final do curso.
Manter o carro parado numa ladeira só com o controle da embreagem e acelerador é uma prática comum, mas extremamente prejudicial. Ao fazer isso, o condutor provoca o “escorregamento” do disco contra o platô e desgasta as peças de forma precoce.
O certo: use o freio de mão para segurar o carro antes de arrancar.
Parar no farol com o pé na embreagem e a marcha engatada também é frequente, mas não recomendado. Esse ato simples não afeta o disco e o platô, mas outros componentes, sim, como as molas e rolamentos.

O certo: coloque o câmbio em ponto morto e use o freio. Depois, engate o veículo só na hora de se movimentar.
Já ouviu alguém dizer que as marchas mais altas reduzem a rotação do motor e, portanto, ajudam a economizar combustível? Não caia nessa.
Engatar marchas muito altas em baixa velocidade sobrecarrega o sistema de embreagem e o motor, gerando pré-ignição e até aumento no consumo — ou seja, a prática causa o efeito contrário!
O certo: use a marcha necessária, com a rotação do motor entre 2.000 rpm e 3.000 rpm.
Se você empurra o câmbio com força na hora de trocar de marcha, pode estar danificando a transmissão do seu carro sem nem perceber. Ao forçar a alavanca, ocorre desgaste nos sincronizadores e os engates podem ficar com folga.

O certo: faça a troca das marchas com firmeza, mas sem forçar.
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